domingo, 31 de julho de 2011

sábado, 30 de julho de 2011

sexta-feira, 29 de julho de 2011

quinta-feira, 28 de julho de 2011

segunda-feira, 25 de julho de 2011

R.I.P., Amy!

Quando, entre os 16 e os 19 anos de idade, era um roqueiro rebelde e drogado, eu também, decerto inspirado pelas histórias de Jones, Morrison, Hendrix e Joplin, e, sobretudo, pelo mítico fusca na capa do Abbey Road, pensava em talvez morrer aos 27. Hoje, aos 46, introspectivo, pacato e centrado, nostalgicamente ainda penso.


Gugu Keller

sábado, 23 de julho de 2011

Choice

Você pode viver a sua vida. Ou, como, confesso, não raro tenho feito, ficar a contemplá-la à distância.


Gugu Keller

sexta-feira, 22 de julho de 2011

quinta-feira, 21 de julho de 2011

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Mico

Ontem uma pessoa a quem amo muito perdeu seu gato de estimação, Mico, possivelmente envenado. Presto aqui uma breve homenagem nesta referência a respeito porque, como bem sabem os que a este espaço costumam vir, a morte de um animal é para mim algo tão triste e pesaroso quanto é a de um ser humano, e haverá um dia, com afinco creio, em que matar um bicho será um crime tão grave quanto o homicídio. Força, querida! Certamente ele viveu uma vida muito feliz sob os teus doces cuidados...!


Gugu Keller

terça-feira, 19 de julho de 2011

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O Escritor & O Escrever

Não, eu não escrevo. Há, isso sim, um algo inominável que, insaciavelmente, através de mim o faz.

Gugu Keller

domingo, 17 de julho de 2011

sábado, 16 de julho de 2011

sexta-feira, 15 de julho de 2011

quinta-feira, 14 de julho de 2011

domingo, 10 de julho de 2011

Auto-referentes

Seja através do assunto que for, mesmo sem o percebermos, o tempo todo só falamos de nós mesmos.

Gugu Keller

sábado, 9 de julho de 2011

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Sodoma Geisers Blues

Eu quero um rosto e todo o resto
Um riso e todo o rito
Um rasgo, o roto rastro, o reto e o risco

Gugu Keller

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Amarras do Medo

Morrer é privilégio de poucos. A gigantesca maioria sequer conhece a vida.

Gugu Keller

terça-feira, 5 de julho de 2011

Como Seria Bom...

Como seria bom, qualquer noite dessas, de preferência sem camisa para dar uma sensação de peito aberto, gritar com toda a voz o nome dela pela janela do meu quarto... Mas não gritar uma vez só... Gritar várias, muitas, inúmeras, incontáveis vezes... Gritar sem parar, alto, alto, alto, gritar, gritar... Tirar o máximo do que puderem minhas cordas vocais... Gritar com voz, saliva, suor, músculos e lágrimas... Ah, como seria bom... Gritar por minutos, horas, toda a noite... Gritar, gritar, gritar... Só o nome dela... Várias vezes, e de novo, e de novo, e de novo, e de novo... Os vizinhos? Ah, os vizinhos... Sendo de origem estrangeira, pouco comum entre nós, decerto muitos sequer imaginariam tratar-se aquela palavra por mim tão gritada de um nome de mulher... Não, não o saberiam... E eu gritaria, gritaria e gritaria... Mais e mais e mais sem parar... E logo tocaria o interfone do meu apartamento... E eu, sem camisa à janela a gritar... E chamariam o síndico, esmurrariam a porta, tentariam o telefone, e eu gritando, gritando, gritando, e afinal chamariam a polícia, já que a noite avança e eu gritando... Minha voz até já dá sinais de fraquejar, mas eu tiro forças nem sei de onde e continuo em meus gritos... Meus berros, meus urros, meu som... O nome dela, o nome dela, o nome dela, ela, ela, ela, ela, e de novo, e de novo, e para sempre... A certa altura, afinal, poriam de algum modo a porta abaixo, e entrariam os guardas, revólveres, algemas, lanternas... E eu lá, na janela, gritando, gritando, gritando, sempre aquela mesma palavra, a única de que para mim sobrou ainda algum sentido... Senhor, o que está acontecendo...? E eu apenas gritando o nome dela... Veriam, é claro, então, que o caso não é polícia, mas de hospício... Um chamado pelo rádio e aí vêm eles, além de alguns parentes meus... Já não grito da janela, tiraram-me de lá, mas ainda grito... Tentam me conter, mas eu grito, grito, grito, grito o nome dela... Até que, madrugada já, os enfemeiros, a camisa de força, a injeção... E lá vou eu... Maca, ambulância, ambulatório, psiquiatria, cama... Ah, como seria bom... Enfim estou quieto... Durmo e sonho com meu amor... Meu único e grande amor... Minha voz se foi toda, a garganta desmancha-se em sangue, mas meu coração - ah, meu coração! - hoje enfim mais em paz do que nunca... Ah, como seria bom... Gritar...


Gugu Keller

segunda-feira, 4 de julho de 2011

domingo, 3 de julho de 2011

sábado, 2 de julho de 2011

sexta-feira, 1 de julho de 2011