sexta-feira, 1 de março de 2013

A Esquina - Capítulo 26

Domingo, 20 de julho de 2003.

Rodrigo chupa a boceta de Flávia. Ao mesmo tempo em que, pela primeira vez, depois de tantas nos últimos tempos ter chupado e penetrado, experimenta a sensação de chupar uma que na seqüência não penetrará, ele sequer imagina que será a última que, por força do que lhe dirá o dr. João Silas ao cabo de agora menos de três horas, terá chupado por quase exatos cinco anos. Aliás, mais de cinco anos. Cinco anos e dois dias, em exatidão, Rodrigo ficará sem penetrar uma vagina, já que a última, a da estagiária Taynara, ele o fez, após um rápido "happy hour", na noite de quinta-feira, antevéspera da festa do Dudu. Quanto a receber sexo oral, aí sim, considerando o quase minuto em que na mansão Natália o chupou, serão, de tão devastadora para ele a notícia que receberá do ex-sogro, exatos cinco anos de abstinência.

Sábado, 18 de julho de 2008.

- Ai, que língua é essa?!? Como você chupa gostoso, seu puto!

Rodrigo chupa a boceta de Natália. E treme, e geme, e se contorce, cinco anos. Mas ainda pensa em Raquel, e, triste, chupando, imagina que, se não estivesse tão enlouquecido de desejo, talvez derramasse lágrimas sobre aquela nova boceta em sua vida. Contudo, ao mesmo tempo, por pensar também em Flávia, dona da última que chupou, quando, tendo se masturbado pouco antes naquela manhã, a do maldito domingo, pela primeira vez chupou sem na seqüência penetrar, ele sente, por saber que desta vez, com Natália, penetrará, vir-lhe um estado de excitação como jamais antes. Pétreo, paralelepípedeo, rochedoso, é como se seu pênis tivesse uma ereção dentro de uma ereção. Intrusa na cena, aparece agora a estagiária Taynara em sua mente, a última, ele bem se lembra, a quem fodeu. Mas hoje, daqui a pouco, ao cabo de poucos minutos, ele foderá Natália, a última que, exatos cinco anos atrás, na mansão do Dudu, havia-lhe chupado por quase um minuto, e que hoje, ainda há pouco, minutos atrás, depois de cinco anos chupou-lhe novamente, desta feita de verdade, voraz, vibrante, sedenta, faminta, mendiga por sexo. E que fim, chupando ele ainda pensa, terá levado a estagiária, que talvez já nem se chame Taynara, mas Tayane? Como todas, apaixonou-se por ele naquela quinta-feira. Não. Apaixonada já estava, tanto que, logo no primeiro "happy hour", já foi com ele para a cama, depois do que, por ele, literalmente enlouqueceu. Mas veio o que ele ouviu do dr. João Silas naquele maldito domingo, e a depressão, e a abstinência, e, também em depressão, ela saiu da empresa de computação, e nunca mais ele dela nada ouviu.

Domingo, 20 de julho de 2003.

Rodrigo chupa a boceta de Flávia. Primeiro, bem de leve, passeia com a ponta da língua pela virilha esquerda, onde deixa propositadamente um tênue rastro de saliva. Depois, fazendo seus lábios roçarem devagar os pêlos ruivos, muda de lado e repete a operação. A seguir, ainda apenas com o menos possível da ponta da língua, ele toca também o menos possível do cume clitoriano. Flávia estremece e sente um choque cruzar-lhe a espinha. Mais de 80% da pele do seu corpo arrepiada eis. Ele então começa a mover a língua lentamente. Lambe os grandes lábios e toda a mucosa voltada para o externo. Aos poucos e simultaneamente, Rodrigo deixa sua boca abrir-se sobre a vulva, e vai acelerando a língua, e lambe, lambe, e logo já suga, chupa, e se deixa salivar, e vai invadindo o vão, e ela se arreganha ainda mais, e ele invade, e ela aceita, e ele entra, e ela recebe, e ele explora, e ela geme, e já alguns centímetros eis a língua adentro, e ela treme, e ofega, e revira os olhos, e os fecha, e os reabre, e olha para o teto, e afunda, e flutua.

Sábado, 19 de julho de 2008.

Com ferocidade Rodrigo chupa Natália, que, ensandecida de desejo, cinco anos, culpa, cadeira de rodas, grunhe e se contorce. Três minutos, cinco, sete, e ela leva as mâos à cabeça dele e, agarrando-o pelos cabelos, exclama...

- Ai, que língua é essa?!? Como você chupa gostoso, seu puto!

Ele levanta a cabeça que ela segura e, com saliva e secreção vaginal a correr pelo queixo, pergunta...

- É? Você gosta?

Ela lhe atravessa os olhos com um olhar de faca e diz...

- Nunca ninguém me chupou assim...!

E ele chupa, e suga, e mordisca, e lambe, e saliva, e baba, e mastiga, e sibila, e destila sílabas, e degusta, e ela se entrega, e se integra, e se esfrega, até que, sentindo que ela vai gozar, ele pára e levanta o tronco. Mutuamente, por um instante, eles se chupam com os olhos, 69 ocular, e, perdendo-os, os olhos, os seus, a seguir para o pênis dele já de chumbo, ela diz, ainda em mendicância...

- Vem! Me fode!

Domingo, 20 de julho de 2003.

Rodrigo chupa a boceta de Flávia, e tamanho é o prazer que ele sente, comparável apenas ao prazer de observar o prazer que ela sente, que, mesmo diante da ansiedade frente ao nada aprazível compromisso de dali a pouco, e, principalmente, mesmo depois da masturbação anti-aquela-ansiedade de então há pouco, ele tem seu pênis em novo estado de ereção. É uma espécie de pró-ego ereção pós-ereção, ou, chulamente, pela cabeça dele isso passa, repaudurecência pós-punheta. Mas Rodrigo não cogita penetrar Flávia nesta manhã. Sem imaginar o hiato depressivo que a notícia de logo mais lhe custará, agrada-lhe já a idéia de hoje apenas chupar. E ele a chupa, e a lambe, e a digere, e a excita, e a incita, e a agita, bomba, pomba, nitroglicerina, líqüido, loucura, explosão...

Flávia goza na boca de Rodrigo. Goza um gozo grato, um gozo grito, um gozo farto. Se já estava apaixonada, ei-la agora enlouquecida diante dele, que sorri e baba gozo de pau duro. Também ela então sorri mas ele diz que agora não. O compromisso. À noite, talvez. Não. Ela estará com os pais na avó. Amanhã então. Tampouco. Ele ouvirá o que lhe dirá o ex-sogro, maldito domingo, e já não mais comerá Flávia, ou a chupará. E dificilmente voltará a ser por ela encontrado. Ao menos pelos próximos cinco anos.

Gugu Keller

6 comentários:

  1. Uiiiiiiii Jesus, que calor! hahahaha
    Agora estou notando que esse é mais ou menos no mesmo estilo do 'Escuridão'...
    Aliás, cheguei na metade! :D
    Estou adorandoooo!
    Beijos,
    Pri

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  2. Obrigado, Pri!
    Pois é... Já me falaram sobre a semelhança no estilo... Mas é que estilo para escrever é inconsciente, né? De todo modo, fico muito feliz que estejas gostando de ambos!
    GK

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  3. rsrsrsrs Até fiquei cansada hahaha Estou curiosa para compreender os próximos cinco anos de Rodrigo.

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  4. Pois é... Serão anos difíceis para ele...
    GK

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  5. Tremendamente excitante, este capítulo!

    Deixo um beijo

    Sónia

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  6. Muito obrigado! Beijo para vc também!
    GK

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