sexta-feira, 28 de junho de 2013

A Esquina - Capítulo 43

Com voracidade Rodrigo chupa Natália que, enlouquecida de desejo, cinco anos, treme, geme e se contorce. Três minutos, cinco, sete, e ela leva as mãos à cabeça dele, e, segurando-o pelos cabelos, exclama...

- Ai, que língua é essa??? Como você chupa gostoso, seu puto!

E ele...

- É? Você gosta?

E ela...

- Nunca ninguém me chupou assim...!

Rodrigo chupa. E treme, e geme, e se contorce, cinco anos. Mas ainda pensa em Raquel, e, triste, chupando, imagina que, se não estivesse tão igualmente de desejo enlouquecido, talvez derramasse lágrimas sobre aquela, depois de tanto tempo, nova boceta em sua vida.

E ele chupa, e lambe, e suga, e saliva, e baba, e mordisca, e mastiga, e sibila, e degusta, e ela se entrega, e se esfrega, e se integra, até que, dez minutos de cunilíngua, sentindo que ela vai gozar, ele pára e levanta o tronco, secreção e saliva a lhe pingarem pelo queixo. Mutuamente, por um instante, eles se chupam com os olhos, retino-iridiana felação, e, perdendo-os, os olhos, os seus, a seguir para o pênis dele, ela lhe pede-ordena-implora-determina...

- Vem! Me fode!

Agora apenas com os dois lábios, tendo novamente baixado seu tronco, Rodrigo dá um beijo de três segundos na vagina flor aberta diante de si, e, lentamente, como um semi-morto que deixa para trás vários dias de um deserto escaldante rumo ao curso d´água a enfim meio metro, põe-se a rastejar cama e corpo dela acima. Novamente usando a língua, vem então com sua boca rumo ao norte, pêlos, púbis, cintura, ventre, deixando em linha reta um tênue rastro de umidade. Chegando ao umbigo, oásis num novo deserto, este lunar e de mansidão, explora-o em busca de um misterioso tudo, de um frutuoso fundo, de um caudaloso mundo.

Devagar, devagar, devagar, Rodrigo continua subindo, subindo, subindo, ventre, barriga, pele, peitos. Por seu turno, qual filhotes de pássaro recém-nascidos abrem afoitos o bico ao perceber a chegada da mãe ao ninho, Natália arreganha suas pernas à espera do primeiro toque da ponta do para ela agora vital alimento. Segundos, segundos, segundos e, sim, a cabeça do pênis toca a vulva, a já muito pouco do encaixe perfeito. Um choque sobe pelas espinhas de ambos e, quando, entrementes, de novo os olhares se cruzam, ei-los transbordantes de uma sincera gratidão, qual diante dos assassinos de seus assassinos.

Como se de certo modo toureasse o monstruoso búfalo de seu infortúnio, Rodrigo mostra uma habilidade incrível em manter-se naquele devagar. A lubrificação vaginal de Natália é tamanha, a boceta literalmente baba, que de pronto a introdução se mostra extremamente fácil. Mas ele segue lento. Lento, lento, lento, lento. Sempre lento, penetra. Vai, vai, vai, indo, indo, indo. Milímetro a milímetro, pouco a pouco, nada a nada. Um minuto, dois, três, e sequer um quarto do membro dentro eis.

Ao mesmo tempo, ele dela lambe os peitos, o colo, pescoço, queixo, e, a cada milímetro, também as bocas novamente se aproximam. Pele, pêlos, poros, puto, pinto. Bicos, Baco, bocas. Mais, mais, mais. Ainda entrando ele, ainda o recebendo ela, beijam-se. Sorvem-se, mordem-se, devoram-se. E três quartos do pau enfim lá vão. Natália geme, treme e a Rodrigo envolve pelas costas, e nuca, e cabelos. Ele então recua pela primeira vez. Ainda lento, de novo a seguir empurra-se para dentro. E recua. E empurra. Recua, empurra, recua, empurra e recua. E o vai-e-vem aos poucos se acelera. Do devagar vai devagar ao depressa. Loucura, entrega, vertigem, viagem. Como tanta dor em sua vida, Raquel etc, o pênis dele dentro dela vai e vem. Como tanta na sua, Fernando etc, na xana dela o dele pênis vem e vai.

Minutos e, com agora alguma velocidade, eis o monjolo da vida em seu de sempre lá e cá. A tocar o colo do útero, o pênis, a cada estocada, já vai inteiro adentro. Sim. Membro, centro, dentro. Ventre, quente, mantra, mente. É todo o dele no tudo dela, que balbucia...

- Isso, querido! Me fode! Mete tudo!

Cinco anos depois, Natália dando eis. Cinco anos depois, metendo eis Rodrigo. 12° andar. Tarde cinza. Sábado. São Paulo. 19 de julho. 2008.

Gugu Keller

10 comentários:

  1. Gostei, cada sensação tão real, tão desejável!
    Gosto muito dessa sua forma de escrever, tão nua, tão regada de sensação!
    Maravilhosa

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  2. Obrigadíssimo, Andressa! Mais nove capítulos e teremos concluído!
    GK

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  3. Obrigado, amiga! Trata-se de um romance que estou escrevendo aqui no blog, com capítulos semanais. O primeiro foi postado em 07-09-12. Serão 52. Volte sempre!
    GK

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  4. ahhh estou aki contando os dias para os próximos capítulos!

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  5. Que coisa boa, Natália! Obrigadíssimo mais uma vez! Agora só faltam nove semanas para vc saber o que acontecerá à tua complicada xará...
    GK

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  6. Nossa! To adorando. Quero ver o capitulo 52. Abraco!

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  7. Obrigado, Kaoni! Até o final de agosto chegamos lá...
    GK

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