domingo, 15 de setembro de 2013

Absurdolândia 14

Escritos na faixa elíptica da bandeira, então, como em vários momentos o texto já adiantou, os dois princípios que onipresentemente regem a vida na Absurdolândia: "hipocrisia e absurdo". Conforme decerto o leitor já percebeu nas linhas precedentes, tudo na Absurdolândia curva-se a esses princípios. Trata-se de um povo essencialmente hipócrita que perenemente convive com o total absurdo diante de si, fazendo do país um exemplo sem qual no mundo de perfeita sintonia entre a sua realidade e o que a sua bandeira simboliza. Interessante é notar, agora que diretamente se aborda o duplo mandamento do lábaro, que esses dois princípios, como igualmente já terá observado o leitor mais cuidadoso, estão, de modo necessário e indissolúvel, unidos, atrelados um ao outro. Ou seja, a hipocrisia é o que promove, e ao mesmo tempo passivamente aceita, o constante absurdo, que, por sua vez, não existiria nem de longe na proporção em que se verifica se os seus promotores, e passivos receptores, não fossem sempre absolutamente hipócritas, é claro que aqui deixando de lado aquele questionamento acerca de se hipócritas passivos ou apenas vítimas com relação aos segundos. Assim, com, decerto por ser hipócrita, aparente orgulho, o povo absurdo, através dos tempos, e, quer parecer, cada vez mais, conduz a sua vida e a do seu país em perfeita harmonia com as palavras estampadas na sua bandeira, hipocrisia e absurdo. É. Ei-los, sempre e sempre, mergulhados no absurdo de sua realidade a esbanjar hipocrisia em sua atitude. Sempre, sempre e sempre. Ainda com relação à faixa, restam nela dois elementos, os dois últimos da bandeira, para que tenhamos compreendida toda a sua simbologia.

Gugu Keller

Nenhum comentário:

Postar um comentário