sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Absurdolândia 26

Os relativos aos automóveis são o melhor exemplo do nível de absurdidade dos impostos na Absurdolândia. Aliás, justamente em função destes, que de novo compõem mais da metade do preço final, lá é onde os carros, mesmo quase que descartáveis no que tange à sua qualidade, têm os preços mais altos do mundo. Sim. Auto-ironicamente, até, os próprios absurdos costumam comentar, apesar de a rigor ser assim com quase tudo, que, quando o assunto é carro, eles pagam por dois para ter um. Mas não é só isso... Além dos absurdos impostos que às vezes chegam a responder por 60%, 70% do preço final de um veículo na Absurdolândia, quem adquire um é também obrigado a doravante pagar continuamente um outro imposto, também absurdamente alto, agora apenas pelo fato de o possuir. Sim. Paga-se um pesado imposto para adquirir e se continua pagando constantemente por ter. E o que se recebe em troca? Uma sucessão de absurdos... Ruas e estradas em deplorável situação país afora, números assustadores no que se refere ao roubo de veículos, fazendo com que seja uma verdadeira loucura possuir um sem fazer uma apólice de seguro, o que, por óbvio, justamente em função desses números, é bastante caro, uma fiscalização que, com o mesmo apetite que o estado que a promove tem para cobrar tributos, multa injusta e industrializadamente com o claro intuito de fazer ainda mais caixa à custa dos contribuintes, uma completa falta de estrutura viária nos grandes centros, a infestação destes pelos chamados "guardadores de carros", alagamentos freqüentes das vias em época de chuvas, enfim, como se disse com respeito aos impostos em geral, uma bela, uma belíssima de uma "banana"! Mas não se deixe de registrar que, se, em regra, as estradas absurdas se apresentam, sempre e cada vez mais, em situação deplorável, esburacadas, mal sinalizadas, cheias de remendos, não raro sequer asfaltadas e em grande parte dominadas pelo crime, há notáveis exceções. Sim. Uma meia dúzia delas são, de fato, verdadeiros tapetes de asfalto. Bem sinalizadas, cuidadas, vigiadas, monitoradas por câmeras, simplesmente perfeitas. Mas com um pequeno detalhe... São estradas privatizadas. Vias públicas que o estado absurdo entregou para serem exploradas pela iniciativa particular, o que, em si, não seria problema se o usuário, que já pagou todos os impostos embutidos no preço do seu automóvel, e que continua a pagar apenas por manter a sua propriedade, como conseqüência não tivesse agora que desembolsar valores absurdos a título de pedágio para poder transitar nessas poucas exceções que, se ele minimamente fosse respeitado como cidadão contribuinte, deveriam ser a regra. E uma regra que, pelos tantos tributos cobrados, já estaria muito bem paga sem pedágio nenhum! Em tempo... O preço dos combustíveis e lubrificantes automotivos na Absurdolândia é altíssimo. Em função de quê? Dos impostos nele embutidos.

Gugu Keller  

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