quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Absurdolândia 63

E, por fim, arrematando este conclusivo pequeno embate entre o lá e o cá, temos que, quanto à educação, a situação uma vez mais se repete. Coincidentemente, não se sabe se por motivos a tanto atrelados, provável que não, a educação pública brasileira, que até então tinha considerável qualidade, sofreu um vertiginoso declínio justamente nas décadas em que durou a ditadura militar, a ponto de, quase como na Absurdolândia de hoje, beirar a completa falência. De todo modo, passado passado, de lá para cá, eis também neste importante campo da estrutura social, decerto o mais deles, também uma verdadeira revolução rumo à ordem e ao progresso, fruto da sadia mentalidade brasileira devidamente ecoada no seu sempre escrupuloso comando institucional, se dá, novamente através do sempre fidedigno apregoar público dessas autoridades se o vê, de modo simplesmente meteórico. Sim. O país final e definitivamente assimilou que passa pela educação o caminho para o pleno atingir de todos os objetivos de igualdade e justiça social que de modo veemente norteiam a chamada "brasilidade", e, sobretudo respeitando o principal profissional por ela responsável, o professor, tal revolucionária política pública já tem, como uma implacável avalanche do bem, reduzido a ruínas grande parte de todo esse passado de nefasto débito nesta área que a tanta gente, toda uma geração, tão pesadamente penalizou. Assim, segundo a acima referida tão importante prática de, prestando-lhe contas, informar-se ao povo do estado financiador o que se faz com o que se paga, tanto quanto ocorre na saúde vemos o Brasil como um bólido progredir, o céu é o limite, no que tange à área educacional. Com notáveis investimentos em estrutura e, principalmente, na hoje aqui valorizadíssima carreira do magistério, o Brasil de hoje é um grande exemplo para o mundo, para países como a Absurdolândia sobretudo, do quanto a educação pública de qualidade é sempre o firme alicerce de uma sociedade saudável e bem desenvolvida. Aliás, um pouco esmiuçando o primordial vetor dessa revolução no que toca à sobredita justíssima e necessária valorização do profissional do ensino, temos que tanto se deve, uma vez mais e de modo belo, à total fidelidade do gestor público brasileiro às suas diretrizes constitucionais, na medida em que, impõe a lei a maior do Brasil, a busca da justiça social é inexorável e permanentemente o rumo a ser seguido por quem no timão, e como minimamente obedecer a tal tão claro mandamento senão com uma devida proporcionalidade nos ganhos do funcionalismo público, incluído nele o tão fundamental e heróico professorado? De modo que, depois do advento da constituição-cidadã, o Brasil passou a ser, estrita exemplarmente, um país onde todos os servidores públicos, dentro da lei e das possibilidades do estado, são remunerados de um modo equilibrado e paritário conforme as suas carreiras. Não existe aqui reajuste de vencimentos para deputados, senadores, magistrados ou secretários de estado, ou mesmo para o presidente da república, sem que escriturários, faxineiros, motoristas, coveiros e, é claro, professores que sirvam ao estado sejam na mesmíssima proporção reajustados, e esse simples cumprir do que é tão cristalino na carta magna nacional tem sido, sim, a lei, nas nações onde a ela não se trata como mero material para a confecção de pipas, é pensada para isso, tem se mostrado uma arma de extrema eficácia na condução dessa tão legítima revolução pela ordem e pelo progresso. Ademais, registre-se que, também a somar nessa importante escalada de resgate da cidadania no Brasil via educação, tem o administrador público do país revolucionado também com uma sapientíssima política de cotas que, de novo de uma forma extremamente diversa do que em terras absurdas ocorre, já que, ao invés de, qual lá, como injustamente acusam certos críticos decerto alheios aos ideais maiores de ordem e de progresso, óbvio paliativo, constitui, de modo notoriamente inteligente e coerente, outra forma de se caminhar com vigor na direção do promissor futuro que, como todos sabem, já se faz sentir, tão proximamente ao país aguarda.

Gugu Keller 

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