domingo, 19 de abril de 2015

Motivo 10

Inúmeros documentários já mostraram de forma definitiva que em todos os lugares onde, ainda que experimentalmente, descriminalizou-se alguma droga até então proibida não houve nenhum aumento no consumo, o que prova o quanto digo desde o começo destes posts a que me lancei sobre o assunto, ou seja, que a ilegalidade do comportamento, uma constante antropológica, novamente insisto, não tem, por óbvio, em sua sanção, nenhum poder de intimidação contra o usuário. Quem quer se drogar sempre se drogará, independente de tal ser considerado um crime, uma contravenção, um pecado capital, uma afronta à moral ou um motivo suficiente para a sua excomunhão, e a tanto pretender reprimir com grades, como em regra mundo afora é, só faz multiplicarem-se os problemas à questão referentes em constante progressão geométrica. Com o passar do tempo, piamente creio, nesses poucos e privilegiados lugares onde um fiapo de luz inteligente iluminou o quanto há de incivilidade nessa tão sem sentido dita e assumida guerra, provar-se-á que o consumo de entorpecentes não apenas não aumenta, mas tende a regredir com a sua descriminalização, na medida em que, também como eu aqui já disse, cada vez menos a droga terá o seu maior atrativo, que é justamente o mítico status de fruto proibido, que, não raro, principalmente para a juventude, expliquei abaixo, é o que mais a torna interessante.
 
Gugu Keller

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