segunda-feira, 13 de abril de 2015

Motivo 4

É óbvio que drogar-se é perigoso. Pode levar ao vício, à doença e à morte. Mas será que é só aos meus míopes e cansados olhos que salta que muitas, mas muitas mais mortes ocorrem em virtude das inúmeras vertentes da criminalidade que se instalam em torno do tráfico de drogas, que, obviamente, só existe, e, em razão do já citado fator da constante antropológica, sempre existirá, em razão de ser o entorpecente algo ilegal? Será que não percebem que tal situação se assemelha a tentar apagar um incêndio jogando gasolina sobre as chamas? Mas o pior não é isso... Durma-se com o barulho de que, além de serem muitas mais as mortes decorrentes da verdadeira guerra civil que deriva de ser considerada crime uma necessidade sócio-psicológica de grande parte da raça humana, atente-se para o fato de que as decorrentes diretamente do uso desses entorpecentes, assim como as enfermidades e todos os outros possíveis males, não deixam de ocorrer em razão da proibição. Definitivamente não. Ou seja, além de tudo, ao menos a mim também me salta aos ambos olhos, não há um poder de intimidação nessa insensata criminalização do prazer. Quem quer se drogar, com o perdão da repetição do termo, ulula diante de nós, não pensa duas vezes antes o fazer, obtendo, com extrema facilidade, a substância desejada em qualquer localidade desta nosso imenso país. Então, vejam que beleza... O uso de entorpecentes é considerado crime em razão dos inúmeros males que ele pode causar. Contudo, ser tal conduta um crime não apenas, como já exaustivamente apurado, não evita esses males, como causa muitos outros, infinitamente maiores! Não é lindo?
 
Gugu Keller

2 comentários:

  1. Complicadíssimo esse assunto. Difícil saber o que seria melhor, imagina tudo liberado e um mundo inteiro de drogados? Sem ser liberado já está uma baderna! Não seria o caos?? Vai saber...

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  2. Respeito a tua opinião, querida amiga, e agradeço-te por ela, mas gostaria de te lembrar que nos países onde algumas drogas foram descriminalizadas, o consumo não aumentou.
    GK

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