sexta-feira, 23 de junho de 2017

quinta-feira, 22 de junho de 2017

quarta-feira, 21 de junho de 2017

terça-feira, 20 de junho de 2017

"Pais da Kiss"

Os tão surreais quanto kafkianos processos a que esses pais de vítimas da Boate Kiss estão respondendo explicam-se pelo fato de que, num país como o nosso, onde a mentira é tão oficialmente institucionalizada, a verdade não costuma ser coisa que se diga impunemente.
 
Gugu Keller

segunda-feira, 19 de junho de 2017

domingo, 18 de junho de 2017

Sugestões Futebolísticas

Nós, que somos um pouquinho mais velhos, bem sabemos o quanto o futebol melhorou com duas mudanças tão simples nas suas regras, que foram não mais estar em impedimento o atacante que se situa na mesma linha do penúltimo defensor e, principalmente, o goleiro não mais poder pegar com a mão uma bola deliberadamente atrasada por seu companheiro, a menos que com a cabeça ou o peito. Pois bem. Na transmissão do jogo do campeonato brasileiro desta tarde, o ex-árbitro que o comentava relatou estar sendo estudada uma nova proposta de alteração em que sempre pensei, que é, como no basquete, travar-se o cronômetro toda vez que o jogo pára, seja com a marcação de uma falta, seja com a bola fora, com a marcação de um gol etc. Cronometrar-se-ia, assim, apenas o tempo em que efetivamente a bola "rola". Teríamos, então, ao invés de dois tempos de 45 minutos corridos, dois de 30 minutos de jogo efetivamente jogado. Tal expediente tão simples acabaria de vez com qualquer tipo de "cera" por parte dos jogadores, expediente tão desagradável para quem assiste, que por óbvio perderia qualquer sentido. Seria um grande avanço, até porque, cá entre nós, todos estamos cansados de saber que os acréscimos que os árbitros dão nos finais de cada tempo estão sempre muito longe de repor o tempo que a equipe em vantagem propositalmente faz com que se perca. E eu, mesmo incrédulo quanto a viver para ver isso acontecer, dada a notória tendência a um conservadorismo a beirar o retrógrado que costuma caracterizar as entidades competentes, acrescentaria uma outra sugestão, também inspirada no basquete, que seria o limite de faltas individuais e coletivas. Assim, sem prejuízo da aplicação dos cartões amarelo e vermelho, cada atleta só poderia cometer, digamos, duas faltas por partida. Na terceira estaria eliminado, só podendo ser substituído se seu time ainda tiver alterações para fazer. Se não tiver, fica com um a menos. E, quanto às faltas coletivas, uma equipe teria o limite de, por exemplo, quinze por jogo, ou sete, talvez oito, em cada tempo, a partir do quê toda falta, em qualquer parte do campo, seria pênalti a favor do adversário. Ficaria ou não muito mais interessante?
 
Gugu Keller