quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

A Morte do Comendador

Hesitei um pouco diante da idéia de escrever sobre novela aqui no blog, mas, já que, nestes dias de recesso, tenho assistido, confesso, alguns capítulos de Império, vamos lá... Acredito que, numa história de ficção, é perfeitamente aceitável imaginar que um certo elixir ou poção de origem mística, fornecido por um feiticeiro misterioso, tenha o condão de fazer com que alguém apresente um quadro de morte aparente por algum tempo. Sim, no campo do fictício, parece-me plausível. O que, contudo, creio, não dá para engolir, é que, numa situação como esta, ainda mais em se tratando o personagem de um homem rico e poderoso, não tenha havido uma autópsia para se apurar a causa da suposta morte, procedimento em que decerto se abriria o tórax do "cadáver", inviabilizando, por óbvio, a continuidade do tresloucado plano. Nesses casos, todos bem sabemos, sobretudo em tendo sido um colapso cardíaco a suspeita aventada na própria trama, o coração do "de cujus" é violado pelo procedimento investigativo médico-legal de um modo tal que ficaria absolutamente impossível a "volta à vida" após passar o efeito da bebida mágica. Ou estarei eu enganado? É claro que não é fácil escrever uma novela, e acredito tratar-se este de um texto muito bom, levado a cabo com extrema competência por um elenco e uma direção maravilhosos, e que, por outro lado, é inexorável que nesses folhetins haja situações que dificilmente aconteceriam na vida real, sem o que seria inviável a sua concepção. Todavia, tendo a pensar, é necessário, sim, manter-se um mínimo de compromisso com o razoavelmente possível, sob pena de a obra cair num para todos os nela envolvidos injusto e incômodo ridículo.
 
Gugu Keller 

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

domingo, 28 de dezembro de 2014

sábado, 27 de dezembro de 2014

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Lei de Mercado

Em inversa proporção à forçosa indigência, vertiginosa é a ascendência da violência de subsistência.
 
Gugu Keller

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Negação

Perceberá alguém algum dia que a nossa neste momento verdadeira ode ao material é algo diametralmente oposto ao que teria pregado o por quem há o natal?
 
Gugu Keller

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Soldiers

Do que nos traz ao que nos enterra, por qualquer paz somos sempre guerra.

Gugu Keller

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

(Des)Encontro

De parte a parte no enfim porto do pós pressa, um do outro eis-nos o aborto às avessas.

Gugu Keller

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

domingo, 21 de dezembro de 2014

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

domingo, 14 de dezembro de 2014

Lingers

Nada nem ninguém é tão constantemente lembrado quanto aquilo, ou aquela, ou aquele, que mais deveria para sempre ser esquecido.
 
Gugu Keller

sábado, 13 de dezembro de 2014

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Sintomatologia

Meu prontuário, em sumário inventário, traz um diário e solitário calvário imaginário.

Gugu Keller

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Cidade Alerta

Quanto mais triste, chocante e violento, mais garantido o entretenimento.

Gugu Keller

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

domingo, 7 de dezembro de 2014

sábado, 6 de dezembro de 2014

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

terça-feira, 2 de dezembro de 2014