terça-feira, 14 de julho de 2015

Contrasensos de Autonegação

O simples fato de todas as religiões, desamorosa, ameaçadora e excludentemente, não apenas com a promessa de inacesso às benesses divinas a seus seguidores garantidas, mas também, e sobretudo, com sombrias perspectivas de eternidades infernais, renegarem os que de seus dogmas não comungam, como se deus, sempre através de seus tão dados à insaciabilidade creditícia tragipatéticos pretensos prepostos, propusesse à humanidade um contrato de adesão com pesadíssimos ônus para os, desprovidos de qualquer outra opção, desgraçadamente pobres e mortais anuentes, é, ao menos para este humilde e desesperançado observador do nebuloso mundo à sua volta, uma irrefutável prova de que nenhuma delas faz qualquer sentido. 
 
Gugu Keller

4 comentários:

  1. Imaginei você sendo entrevistado no Provocações (e teria sido o máximo), e respondendo àquela clássica pergunta que o Abu fazia: "Quem mais causou mal à humanidade: os bancos, as igrejas ou as guerras?" Assim como você, eu também teria respondido "igrejas", mas não seria capaz de justificar tão bem a minha resposta.
    Abração, querido!

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  2. Alê... Os bancos são conseqüência das igrejas.
    Abs!
    GK

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  3. Gugu, foi perfeito em sua explanação. Na minha humilde opinião, não faz sentido
    a existência desse deus que pregam por aí: iracundo, preconceituoso, mau... Seria esse um humano-deus, não é mesmo? Eu creio em um deus-humano, aquele que conhece as minhas mazelas, dúvidas, contradições, desejos e não me julga por eles, porque já os experimentou...
    Bj

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  4. Eu tentei, por muito tempo, entender este deus que tantos pregam, mas desisti. Foge totalmente minha compreensão tamanhas contradições... Acho que, realmente, não faz qualquer sentido.

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